Semana ENEF reforça educação financeira como ferramenta para enfrentar desafios da longevidade

A necessidade de preparar a população para lidar melhor com dinheiro, previdência e planejamento de longo prazo foi o principal foco da abertura da 13ª edição da Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), realizada no dia 18 de maio, em Brasília. O evento reuniu representantes do governo, órgãos reguladores e instituições públicas para discutir estratégias de ampliação da educação financeira no país, e foi transmitido ao vivo pelo canal da Susep, no Youtube.

Promovida pelo Fórum Brasileiro de Educação Financeira (FBEF), a cerimônia teve como tema “Educação Financeira: construindo um futuro com longevidade e prosperidade” e destacou a importância de inserir o tema de forma permanente no cotidiano da população e nas escolas brasileiras.

O presidente do FBEF e superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, afirmou que o principal desafio é transformar a educação financeira em uma política contínua de Estado. Segundo ele, a construção de uma sociedade economicamente mais preparada depende diretamente da educação e da cultura desenvolvidas no país. Octaviani defendeu ainda susemaior integração do tema nas escolas públicas brasileiras, considerando o ambiente escolar um dos principais caminhos para disseminar conhecimento sobre finanças, seguros e previdência desde a infância.

A representante do Ministério da Educação, Ana Valéria Dantas, destacou que a educação financeira já faz parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como tema transversal. De acordo com ela, o objetivo é garantir uma formação mais ampla dos estudantes para que eles tenham maior autonomia e responsabilidade financeira na vida adulta. Ana Valéria explicou que a proposta é trabalhar o tema continuamente dentro das disciplinas escolares e citou o programa “Na Ponta do Lápis” como uma das iniciativas voltadas ao fortalecimento dessa estratégia educacional.

O secretário de Regime Próprio e Complementar, Paulo Roberto dos Santos Pinto, chamou atenção para os impactos do aumento da longevidade da população e para os riscos da falta de planejamento financeiro de longo prazo. Segundo ele, o comportamento voltado apenas ao consumo imediato pode comprometer a qualidade de vida futura das próximas gerações. Durante sua participação, o secretário mencionou o projeto “Poupadores do Futuro” e reforçou a necessidade de ampliar a educação previdenciária no país, especialmente diante do crescimento da expectativa de vida da população brasileira.

Representantes de outros órgãos também apresentaram iniciativas em andamento. Pelo Banco Central do Brasil, Luís Gustavo Mansur Siqueira destacou o programa “Aprender Valor”, que já alcança cerca de 30 mil escolas com materiais e ferramentas gratuitas voltadas a professores e estudantes. Já o representante do Tesouro Nacional, Maurício Dias Lester, apresentou a Olimpíada Brasileira de Educação Financeira (Olitef), que deve chegar à terceira edição em 2026 com a meta de atingir aproximadamente 5 milhões de alunos em todo o país.

O secretário nacional do consumidor da Secretaria Nacional do Consumidor, Osni da Silva Filho, defendeu uma educação financeira mais crítica, capaz de ajudar os consumidores a identificar práticas prejudiciais, como o endividamento excessivo e o avanço das apostas online. Segundo ele, a educação financeira deve ir além da escolha de produtos financeiros e permitir que o cidadão desenvolva capacidade de análise para tomar decisões mais conscientes e seguras.

A programação da Semana ENEF continua nos próximos dias com palestras, oficinas, cursos e atividades digitais realizadas em diferentes regiões do país.

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