A transformação do mercado de seguros brasileiro deve ganhar ainda mais força em 2026, impulsionada pela personalização, pela tecnologia e por novos modelos de distribuição. Um panorama elaborado pela Generali Brasil aponta que o setor caminha para soluções mais integradas ao dia a dia das empresas e dos consumidores, com foco em canais B2B e B2B2C, uso intensivo de inteligência artificial e expansão de parcerias em ecossistemas abertos.
O avanço dos seguros corporativos aparece como um dos principais vetores desse movimento. Empresas têm ampliado a contratação de seguros de vida corporativo, especialmente para coberturas de grandes riscos e benefícios flexíveis. Além de proteger o negócio, essas soluções passam a ser vistas como um diferencial para os colaboradores, funcionando como ferramenta de retenção de talentos e valorização das pessoas dentro das organizações.
Para o CEO da Generali Brasil, Eric Lundgren, acompanhar essas mudanças é parte central da estratégia da companhia. “Estamos atentos à expansão dos seguros corporativos, à personalização viabilizada pela inteligência artificial e à força das parcerias em ecossistemas abertos. Essas evoluções estão redefinindo a forma como as pessoas e empresas percebem o valor da proteção. Nosso papel é transformar essas oportunidades em soluções tangíveis: simples, acessíveis e relevantes para cada perfil de consumidor”, afirma.
Outra tendência em destaque é o crescimento dos microsseguros embutidos, vendidos por meio de parceiros como bancos e varejistas. Integrados à jornada de compra de produtos e serviços, esses seguros ganham escala por serem fáceis de contratar e por ajudarem o consumidor a compreender, de forma prática, a importância da proteção financeira ou da garantia estendida. Com valores acessíveis, oferecem coberturas amplas sem comprometer o orçamento.
A tecnologia também deve assumir um papel ainda mais estratégico. Com a consolidação da inteligência artificial, as seguradoras tendem a ampliar o uso de análise de dados e automação para tornar processos mais ágeis e eficientes. A IA passa a apoiar desde a oferta de seguros personalizados até o atendimento ao cliente e a abertura de sinistros, trazendo ganhos operacionais e melhorando a experiência do consumidor.
No campo da distribuição, a aposta está no fortalecimento das parcerias e no avanço do Open Insurance. Modelos baseados em contratos corporativos e integrações via APIs abertas facilitam a criação de ofertas sob medida, ampliam o alcance das seguradoras e aumentam a transparência na relação com o cliente.
Por fim, os riscos emergentes entram definitivamente no radar. A maior exposição a ameaças digitais impulsiona a demanda por ciberseguros e soluções de prevenção, enquanto os critérios ESG passam a influenciar a subscrição e o desenvolvimento de produtos. Nesse contexto, as seguradoras deixam de atuar apenas como provedoras de cobertura e assumem um papel mais ativo na mitigação de riscos, na sustentabilidade e na resiliência climática.






