Valor movimentado em fusões e aquisições cresce 114% no Brasil no início de 2026

O mercado brasileiro de fusões e aquisições começou 2026 com operações maiores e mais estratégicas, mesmo diante da redução no número de negócios fechados. Entre janeiro e março, o país movimentou US$ 17,7 bilhões em transações, alta de 114% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo relatório divulgado pela Aon em parceria com a TTR Data e a Datasite.

Ao todo, foram registradas 256 operações no primeiro trimestre, volume 43% inferior ao observado no mesmo período de 2025. Apesar da queda na quantidade de negócios, o crescimento do valor agregado mostra que investidores estão priorizando empresas e ativos de maior porte e potencial de rentabilidade. Os segmentos imobiliário, de internet, software e tecnologia, além de bancos e investimentos, lideraram o número de transações no período.

O líder de M&A and Transaction Solutions para o Brasil da Aon, André Nogueira, afirma que o cenário demonstra maior maturidade do mercado nacional. Segundo ele, os investidores estão mais focados em ativos com capacidade de crescimento, consolidação e geração de valor, o que reforça a confiança na execução das empresas brasileiras e mantém o país como protagonista na atração de investimentos estratégicos.

O executivo também destaca que operações mais robustas aumentam a necessidade de processos rigorosos de análise e gestão de riscos durante as negociações. As operações tradicionais de fusões e aquisições seguiram como principal motor do mercado, com 126 transações que somaram US$ 11,6 bilhões. Já a compra de ativos específicos ganhou espaço, alcançando 73 operações e US$ 2,7 bilhões em movimentações financeiras.

No mercado de venture capital, voltado principalmente para startups e tecnologia, foram realizadas 41 transações, com valor agregado de US$ 285 milhões. O resultado indica um ambiente ainda cauteloso, com foco em aportes menores. Em private equity, embora o número de operações tenha sido menor, com 17 negócios, o volume financeiro ultrapassou US$ 3,1 bilhões, reforçando a preferência dos investidores por empresas de maior escala.

Na América Latina, o levantamento contabilizou 482 transações no primeiro trimestre de 2026, movimentando US$ 27,06 bilhões. O volume representa queda de 36% no número de operações, mas crescimento de 87% no capital agregado em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O Brasil liderou o ranking regional em quantidade de transações. Na sequência aparecem Chile, México, Argentina, Colômbia e Peru. O Chile registrou 92 operações e crescimento de 55% no valor movimentado, totalizando US$ 1,9 bilhão. Já o México somou 58 transações e apresentou avanço expressivo de 420% no capital mobilizado, alcançando US$ 6 bilhões. A Colômbia registrou 48 operações e crescimento de 189% no valor agregado, enquanto o Peru chamou atenção pelo salto de 856% no capital movimentado, atingindo US$ 3,4 bilhões.

O head de M&A and Transaction Solutions para a América Latina da Aon, Pedro da Costa, avalia que 2026 marca um período de retomada mais seletiva no mercado latino-americano. De acordo com o executivo, os investidores seguem dispostos a realizar negócios, mas com maior rigor na avaliação de preço, governança, estratégia e proteção contra riscos. Segundo ele, o cenário atual mostra recuperação do mercado, porém de forma mais criteriosa e disciplinada.

No cenário internacional, o relatório também aponta crescimento do interesse de empresas latino-americanas em investimentos no exterior, especialmente na Europa e na América do Norte. Até março deste ano, foram realizadas 22 transações na Europa e oito na América do Norte por companhias da região.15

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