A utilização de Títulos de Capitalização na modalidade de Incentivo tem se consolidado como uma alternativa estruturada e regulamentada para empresas que desejam realizar campanhas promocionais com sorteios em dinheiro. Mais do que viabilizar premiações, o modelo vem sendo adotado como estratégia para aumentar vendas, fortalecer o relacionamento com clientes e estimular comportamentos de consumo de forma planejada e segura.
Empresas dos setores de varejo, beleza, alimentos, indústria e serviços têm incorporado a ferramenta às suas estratégias comerciais, aliando segurança jurídica, previsibilidade de custos e transparência operacional. A modalidade permite a criação de ações sob medida, vinculando a participação dos consumidores a metas como valor mínimo de compra, frequência em lojas ou engajamento em campanhas específicas.
Dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e analisados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, os sorteios nessa modalidade somaram R$ 300 milhões, crescimento de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior. A arrecadação alcançou R$ 1,1 bilhão, alta de 31,3%, indicando a ampliação do uso do instrumento por empresas de diferentes portes.
Segundo o diretor-executivo da FenaCap, Natanael Castro, o modelo oferece uma estrutura completa para a realização das promoções. “Os Títulos de Capitalização na modalidade de Incentivo oferecem uma estrutura completa para sorteios em dinheiro. O promotor define o valor total que será entregue, contrata uma sociedade de Capitalização e recebe uma série de Títulos compatível com o montante acordado e a quantidade de números da sorte que serão distribuídos aos consumidores”, afirma.
Na prática, cada série de Títulos é composta por três partes. A cota de Capitalização é devolvida ao promotor, que é a empresa contratante, após o período de carência. A cota de sorteio cobre o valor da premiação, incluindo impostos. Já a cota de carregamento corresponde à remuneração da sociedade de Capitalização responsável pela operação. Dessa forma, o custo efetivo da campanha é o valor investido inicialmente, descontado o montante devolvido ao final da carência.
Para o consumidor, a principal vantagem é participar de sorteios regulamentados e receber o prêmio líquido de impostos, com pagamento imediato e sem custos adicionais. Para as empresas, o modelo permite planejar com clareza o orçamento da campanha e executar a ação dentro das regras estabelecidas pelo órgão regulador.
Castro destaca que o uso da modalidade não se limita ao varejo. “Embora seja amplamente adotada em ações promocionais no varejo, a modalidade também pode ser utilizada por empresas de diferentes setores, sempre com o objetivo de incentivar comportamentos específicos do consumidor final. Por ser flexível, é possível desenhar a promoção de acordo com a estratégia do cliente, tornando-a uma solução consolidada no mercado”, acrescenta.
Além de shoppings e supermercados, indústrias e empresas de bens de consumo também utilizam o modelo em datas comemorativas, liquidações ou ações contínuas de relacionamento. A estrutura é organizada pelas sociedades de Capitalização, que garantem a conformidade regulatória e a execução operacional, podendo contar ainda com o apoio de intermediários especializados, como corretores e empresas focadas em promoções comerciais.






