O roubo de equipamentos é hoje o fator mais capaz de interromper as operações de pequenas e médias empresas no Brasil. É o que revela o Barômetro de PMEs 2025, divulgado pela Chubb, ao indicar que 46% dos empresários consideram esse tipo de ocorrência a ameaça mais disruptiva para seus negócios.
O levantamento traça um retrato detalhado dos desafios, prioridades e da relação das PMEs com o seguro no País. Base da economia brasileira, essas empresas são majoritariamente lideradas por seus próprios donos, já que 53% dos entrevistados são proprietários e 75% atuam com até 50 funcionários. Mesmo diante de obstáculos estruturais e econômicos, o estudo mostra um cenário de resiliência e otimismo.
A percepção sobre o ambiente atual é dividida. Para 47%, a situação das PMEs no País é boa ou muito boa. Outros 43% classificam como regular e apenas 8% avaliam como ruim ou muito ruim. Entre os que enxergam um cenário positivo, a principal justificativa está nas oportunidades de crescimento. Já aqueles que avaliam de forma menos favorável apontam fatores externos, como a situação econômica e a carga tributária elevada.
Quando analisam o próprio negócio, o otimismo é ainda maior. Segundo o estudo, 58% consideram que a situação de sua empresa é boa ou muito boa, enquanto 36% avaliam como regular e apenas 5% como ruim ou muito ruim.
O vice-presidente regional de Middle Market e DCI da Chubb América Latina, Fernando Hambra, afirma que o objetivo do levantamento é dar visibilidade às necessidades desse público. “Nosso estudo busca tornar visíveis suas principais preocupações e necessidades, para que juntos possamos construir um ecossistema empresarial mais seguro e preparado para o futuro”, declara.
Entre as principais preocupações internas das PMEs estão a aquisição de clientes e o crescimento de vendas, citados por 29% dos entrevistados. O mesmo percentual menciona liquidez e gestão de fluxo de caixa, além de participação de mercado.
A gestão financeira aparece como área estratégica. O controle de custos é apontado como principal desafio por 40% das empresas, seguido pelo planejamento de longo prazo, com 36%, e pelo acesso a capital, com 24%. Esses dados evidenciam a necessidade de equilíbrio entre expansão e sustentabilidade financeira.
No ambiente externo, 35% das PMEs consideram a demanda por produtos e serviços como o maior desafio para o futuro. Mudanças sociais são citadas por 25%, indicando a necessidade de adaptação constante. Já 16% destacam a regulamentação estadual como fator crítico para o desenvolvimento.
O estudo também mostra que a digitalização é vista como caminho relevante para o crescimento. Para 58% das PMEs, a inteligência artificial será fundamental nos próximos anos. Assistentes virtuais são mencionados por 47% e a conectividade 5G por 35%.
Apesar do interesse, 64% classificam seu nível de digitalização como normal, indicando avanço moderado. As principais barreiras para evoluir são restrições financeiras, apontadas por 33%, e falta de profissionais qualificados, com 20%.
PMEs e a contratação de seguro
Equipamentos, funcionários e infraestrutura estão entre os ativos considerados mais importantes para proteger, com percentuais de 50%, 48% e 47%, respectivamente. O seguro contra roubo é o mais contratado, com 54%, seguido pelo seguro contra incêndio, com 46%.
Mesmo assim, 20% das PMEs afirmam não possuir qualquer tipo de seguro, o que as deixa expostas a riscos como furtos, eventos climáticos e falhas estruturais. Além do roubo de equipamentos, 44% apontam a falta de acesso a redes ou internet como ameaça relevante. Catástrofes climáticas são mencionadas por 24% e a deterioração da infraestrutura por 31%.
Entre as barreiras para contratação de seguros, 33% citam falta de renda, 24% afirmam não encontrar produtos adequados às suas necessidades e 21% consideram os procedimentos complexos. Ainda assim, 90% reconhecem que o seguro é um investimento fundamental para garantir estabilidade financeira e bem-estar futuro. Por outro lado, apenas 69% consideram fácil contratar um seguro.






