A procura por planos de previdência privada aberta perdeu ritmo nos primeiros meses de 2026. Segundo análise divulgada pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), a captação bruta do setor somou R$ 54,1 bilhões entre janeiro e abril, resultado 8,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Apesar da retração nas contribuições, os resgates também apresentaram queda. No primeiro quadrimestre, os participantes retiraram R$ 47,4 bilhões dos planos, uma redução de 8,5% em comparação com os quatro primeiros meses de 2025. Com isso, a captação líquida — indicador que representa a diferença entre os aportes realizados e os valores resgatados — atingiu R$ 6,7 bilhões, montante 7,8% menor que o observado no mesmo período do ano anterior.
Mesmo com a desaceleração das contribuições, o patrimônio acumulado pelos participantes continuou avançando. Em abril, os ativos administrados pelos planos de previdência privada aberta alcançaram R$ 1,9 trilhão, crescimento de 12,9% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume corresponde a aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Mais de 11 milhões de brasileiros investem pensando no futuro
Segundo o levantamento, os recursos estão distribuídos em 13,6 milhões de planos contratados por 11,2 milhões de pessoas. Os números refletem o interesse dos brasileiros em construir uma reserva financeira de longo prazo para complementar a renda na aposentadoria ou alcançar outros objetivos futuros. A maior parte dos participantes optou pela contratação individual. Atualmente, 8,9 milhões de pessoas, o equivalente a cerca de 80% dos clientes, possuem planos adquiridos por iniciativa própria, sem vínculo com programas corporativos.
O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) continua sendo o produto mais popular do mercado. Em abril, essa modalidade concentrava 8,6 milhões de planos, representando 63% do total. Na sequência aparece o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), com 3,2 milhões de contratos e participação de 23,1%. Os demais 13,9% estão distribuídos entre planos tradicionais, planos de acumulação e FAPI.
A liderança do VGBL também se reflete no volume de recursos recebidos. Dos R$ 54,1 bilhões aportados no primeiro quadrimestre de 2026, cerca de R$ 49 bilhões foram destinados a essa modalidade, o equivalente a 90,5% do total. Já os planos PGBL receberam aproximadamente R$ 4,3 bilhões, respondendo por 7,9% das contribuições realizadas no período.





