Chuvas na Zona da Mata mineira devem gerar mais de R$ 38 milhões em indenizações de seguro auto

As fortes chuvas que atingiram municípios da Zona da Mata mineira, entre os dias 23 de fevereiro e 2 de março, devem resultar em, aproximadamente, R$ 38,37 milhões em indenizações de seguros de automóveis. A estimativa é de um levantamento preliminar da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que aponta impactos relevantes no setor e mobilização intensa das seguradoras para atendimento aos clientes.

O estudo reúne dados de 14 seguradoras, responsáveis por cerca de 84% do mercado de seguro auto no país, e contabiliza 679 sinistros envolvendo automóveis e 30 ocorrências com motocicletas no período. Além disso, foram registradas 902 solicitações de assistência, incluindo serviços de guincho e suporte emergencial, um número que, na prática, mostra que o problema vai muito além do prejuízo financeiro e passa também pela necessidade imediata de socorro ao segurado.

Entre os municípios mais afetados, Ubá lidera em número de sinistros com automóveis, somando 303 ocorrências, seguida por Juiz de Fora, com 277 registros. Matias Barbosa aparece com 25 casos, enquanto outros municípios da região totalizam 74 ocorrências. No caso das motocicletas, Ubá também concentra o maior volume, com 15 registros, seguida por Juiz de Fora (10), outros municípios (4) e Matias Barbosa (1).

As assistências prestadas pelas seguradoras tiveram forte concentração em Juiz de Fora, com 511 atendimentos, e em Ubá, com 251. Outros municípios somaram 102 registros, enquanto Matias Barbosa contabilizou 38 atendimentos. Em termos financeiros, Ubá concentra a maior estimativa de indenizações, com cerca de R$ 22,2 milhões. Na sequência aparecem Juiz de Fora, com R$ 13,2 milhões, outros municípios da região, com R$ 1,65 milhão, e Matias Barbosa, com R$ 1,25 milhão.

De acordo com o presidente da Comissão de Automóvel da FenSeg, Jaime Soares, o foco do setor está na agilidade do atendimento diante de situações como essa. “A orientação das seguradoras e dos nossos corretores é prestar atendimento ágil aos segurados, mobilizando as estruturas de assistência e regulando os sinistros com rapidez, para que as indenizações sejam pagas no menor prazo possível”, afirma.

A FenSeg ressalta que os dados ainda são preliminares e podem ser atualizados conforme novos avisos de sinistro forem registrados, o que, em eventos climáticos, costuma acontecer como aquele “eco” que chega dias depois do temporal.

O episódio também reforça a importância de ampliar a qualidade das informações sobre os impactos econômicos de eventos climáticos no país. Nesse sentido, a Confederação Nacional das Seguradoras desenvolveu o Radar de Eventos Climáticos e Seguros no Brasil, uma metodologia que cruza dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), utilizado pelas Defesas Civis, com bases internacionais como a Emergency Events Database (EM-DAT), referência global em estatísticas sobre desastres.

A ferramenta permite identificar eventos relevantes, estimar perdas em diferentes setores, como agropecuária, indústria, infraestrutura e setor público, e construir uma base técnica mais robusta, contribuindo para um diagnóstico mais preciso dos impactos e para o aprimoramento das estratégias de prevenção e resposta.

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