O mercado brasileiro de fusões e aquisições (M&A) encerrou 2025 como o mais ativo da América Latina, com 1.877 transações e US$ 56,41 bilhões movimentados. O resultado representa crescimento de 7% no número de operações e de 15% no valor total em relação a 2024. Os dados constam em relatório divulgado pela Aon, em parceria com a TTR Data e a Datasite.
O Brasil manteve liderança isolada na região e, ao lado do México, foi um dos únicos países latino-americanos a registrar desempenho positivo no acumulado do ano. O setor de Internet, Software & IT Services foi o mais ativo, com 340 transações, seguido por Real Estate, com 200 operações. Os Estados Unidos lideraram entre os investidores estrangeiros no País, com 162 aquisições.
O líder de M&A and Transaction Solutions da Aon no Brasil, André Nogueira, afirmou que o aumento do capital mobilizado demonstra confiança na capacidade de execução do mercado local. “Esse cenário de transações mais robustas reforça a indispensabilidade de diligências bem conduzidas e de uma precisa alocação de riscos no SPA. Para 2026, vislumbramos o uso cada vez maior de ferramentas que tragam eficiência, previsibilidade e reduzam atritos até o closing”, destacou.
Na América Latina, foram registradas 3.061 transações, somando US$ 119,79 bilhões. Embora o volume total tenha avançado 1%, o valor agregado cresceu 19%, indicando operações de maior porte. O Head de M&A and Transaction Solutions da Aon para a América Latina, Pedro da Costa, avaliou que o mercado se mostrou mais seletivo. “2025 foi marcado por valuations mais racionais e estruturas analíticas mais disciplinadas, em que o fechamento dos negócios dependeu da qualidade dos ativos, da resiliência de caixa e, principalmente, dos mecanismos de proteção e mitigação de riscos”, afirmou.
Entre as transações de destaque no Brasil está a aquisição da Basf Coatings pela Sherwin-Williams, no valor de US$ 1,10 bilhão, com assessoria financeira do Citigroup e do Deutsche Bank. No ranking de assessores financeiros, o Banco Itaú BBA liderou em número de transações, com 46 operações, enquanto o BTG Pactual ficou na primeira posição em valor movimentado, com US$ 17,91 bilhões.






