O uso da Inteligência Artificial (IA), aliado à integração de dados e a novos modelos colaborativos entre operadoras, hospitais e indústria farmacêutica, está impulsionando mudanças profundas no setor de saúde no Brasil. Ao mesmo tempo, o aumento dos custos, o envelhecimento da população e a maior demanda por terapias avançadas pressionam as margens das empresas, exigindo mais eficiência e inovação, segundo estudos da Deloitte.
Para enfrentar esse cenário, o setor aposta em digitalização, telemedicina e modelos baseados em valor. “Operadoras, hospitais e clínicas precisarão investir em eficiência operacional e digitalização para manter competitividade”, afirma o sócio-líder para Life Sciences & Health Care da Deloitte, Luis Fernando Joaquim.
A interoperabilidade, troca segura de informações entre sistemas, ganha papel central ao melhorar diagnósticos, reduzir retrabalho e tornar o atendimento mais eficiente. Por outro lado, amplia os desafios com segurança de dados, colocando a cibersegurança e a conformidade com a LGPD como prioridades estratégicas.
A IA também acelera a pesquisa científica e exige maior governança. “Com o avanço para funções decisórias, será essencial garantir validação, transparência e mensuração de valor”, destaca a sócia da Deloitte, Fatima Pinho.
No campo econômico, a queda de patentes e a entrada de genéricos e biossimilares ampliam o acesso a tratamentos mais baratos, mas pressionam receitas. O setor de distribuição enfrenta custos maiores e desafios operacionais, além dos impactos da Reforma Tributária, que já demanda ajustes internos e deve estimular mais automação e eficiência.
Paralelamente, novas tendências ganham força, como a inclusão da saúde nas discussões climáticas, o avanço da agenda de saúde mental nas empresas e a mudança no tratamento da obesidade, com maior uso de medicamentos. A expansão para áreas como saúde pet e planos odontológicos também surge como alternativa de crescimento.






