Maioria dos brasileiros busca informações de saúde na internet, mas desconfiança ainda marca esse hábito

Buscar sintomas, tratamentos e orientações de saúde pela internet já faz parte da rotina da maioria dos brasileiros, mas esse comportamento digital vem acompanhado de cautela. Uma pesquisa realizada pelo Vox Populi, a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), mostra que 60% da população procura informações sobre saúde online e, desse total, nove em cada dez começam a pesquisa pelo Google. Apesar da ampla utilização dos meios digitais, a maior parte dos entrevistados afirma não confiar totalmente no conteúdo encontrado.

O levantamento também revela que 19% dos brasileiros já utilizam inteligência artificial para se informar e compreender temas relacionados à saúde. Ainda assim, a confiança plena é exceção. A maioria declara “acreditar parcialmente” nas informações acessadas, o que indica uma postura mais crítica diante do excesso de conteúdo disponível.

Para o superintendente executivo do IESS, José Cechin, os dados refletem a consolidação de um comportamento típico do chamado cotidiano digital. “Nosso País possui mais celulares do que cidadãos. O brasileiro pesquisa sintomas, compara tratamentos e busca prevenção pela internet. É um comportamento de autonomia, mas com cautela”, afirma.

Segundo ele, esse cenário amplia a responsabilidade de quem produz e divulga informações na rede. “Essa realidade materializa a responsabilidade de quem produz e disponibiliza conteúdo no mundo digital, mas é muito importante que cada pessoa esclareça dúvidas sobre a sua saúde diretamente com um profissional capacitado e de confiança”, observa.

Outro ponto de atenção destacado pela pesquisa é o uso das redes sociais como fonte de informação em saúde, citado por 9% dos entrevistados. Para Cechin, o dado reforça um debate global já em curso. “No mundo todo há um debate muito importante sobre o monitoramento e a responsabilidade pelo que se posta nas redes sociais. Esse dado reforça como esse meio já se insere nesse contexto de debate sobre a supervisão das redes”, pondera.

Quando questionados sobre os canais digitais em que mais confiam, 24% dos entrevistados apontam sites especializados e portais de notícias. As redes sociais e a inteligência artificial aparecem empatadas, com 20% das menções cada. Mesmo assim, a pesquisa indica que a confiança é limitada, evidenciando que o acesso à informação cresce, mas não substitui a orientação profissional.

A pesquisa ouviu 3.200 pessoas com 18 anos ou mais, beneficiárias e não beneficiárias de planos de saúde e odontológicos, em oito regiões metropolitanas do País. As entrevistas presenciais foram realizadas entre 31 de julho e 17 de agosto de 2025, com nível de confiança de 95%.

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